NEM TUDO SÃO FLORES…

Me sinto extremamente incomodada, cada vez que leio o que o povo acha de fazer um intercambio. 
Nem tudo são flores, sonhadores.
É preciso muita coragem pra abrir mão do seu estilo de vida, das suas coisas, privacidade, emprego e vir ralar em um pais que apesar de lindo e organizado, nao te reconhece como um igual, aqui você não passa de um “foreign”. E não importa suas experiencias profissionais e diplomas que tenha acumulado no decorrer da vida, pois de nada valerá. O maximo que conseguirá é um sub-emprego de Cleaner, rickshaw, aupair, kitchen porter, entregar jornal e por ai vai.
Alem do que a concorrencia é grande, existem muitos outros foreign e você precisa ter um ótimo nivel de ingles pra conseguir um emprego decente.
E quando consegue, precisa ter muito sangue frio pra aturar as humilhações e trabalha pesado, pois aqui você não passa de um número e se não quiser, tem mil pra tomar sua vaga.
Sem contar a saudade de casa, dos amigos e até daquele emprego filha da puta que tinha.

A unica parte boa, é morar na Europa, ter facil acesso pra conhecer outros paises, seu ingles melhora consideravelmente e você conhece pessoas incriveis. 

Aqui você cresce e aprende a valorizar pequenas coisas.

Deixa de deslumbre, pessoal.

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4 pensamentos sobre “NEM TUDO SÃO FLORES…

  1. Oi Pessoal!

    Sou um irlandés morando no Brasil há um tempinho. Li o que você escreveu e quis deixar um comentário.

    Você está sofrendo de uma doença que se chama “deslocação cultural”. Essa doença, desconhecida para quem não viajou e ficou um tempo fora do país natívo, incomoda e serve para aumentar as saudades da casa, da sua terra … de onde você pertence. Mas as boas notícias é que passa.

    Os síntomos que você tem, a falta de reconhecimento de experiência e diplomas, a falta de nîvel super avançado de falar inglês, são os mesmos síntomos que eu tenho aqui no Brasil. Até acredito que é ainda pior para um “foreigner”, um estrangeiro, um “gringo” no Brasil. A bureaucracia é insuportável, leva meses par abrir uma conta bancária, é quase impossível tirar uma carteira de habilitação, sem falar dos básicos de CPF (outra história).

    Não estou aqui para reclamar, adoro o Brasil. Adoro a natureza, o povo alegre e amigável, a cultura, e sim a língua que me deixa tão estressada! Mesmo assim, eu adoro a sua língua … Como seria possível ganhar um emprego aqui sem nível bem avançado de português?

    Você (como eu) está ganhando uma experiência inestimável. Você está aprendendo o que é “deslocação cultural” ( cultural dislocation ). O remêdio? Muda o ponto da vista um pouquinho, valoriza a experiência …. e sorre!

    Gosto do seu blog, estou esperando mais ….

    Abração,

    Terry. (Um irlandés no Brasil)

    Obs. Desculpa qualquer erro do português!

    • Ola Terry, obrigada por comentar. Acredito que seja isso realmente e assim como você, tb gostamos muito da Irlanda. Ja superamos e nos acostumamos a lidar com a saudade e aos poucos a vida esta entrando nos eixos.
      É super importante um intercambio, sair da zona de conforto. Abraçao :p

  2. Sim, me identifico com seu blog e as palavras aqui escritas por voce(s)… Nasci no Brasil, sou descendente de europeus , viajo sempre que possivel e ermaneço o maior tempo que possivel tambem, mas apesar de sentir que eu nao pertenço a lugar algum , eu tenho um pouco de muitos lugares em mim , na alma e no coraçao… Sempre que vou fica um pouco de mim aonde estou e levo um pouco de alguem em mim tambem…. Meu coraçao está sempre aberto com sede de aprender e se possivl tambem deixar que aprendam um pouco de mim, mas as vezes os olhares curiosos me faz sentir que estou “deslocada” fora do meu habitat ou seja de onde nasci por acaso…
    Amo o Brasil, mas tambem amo muitas coisas em tantos outros lugares , acho que todos nos somos um pouco de onde amamos e por onde passamos …
    Amei ler seu blog, voce vai sentir-se melhor em breve pois eu tenho a impressao que quando vamos com alguem seja amigo ou familiar , nos nos sentimos mais acolhida ate mesmo para desabafar … e olha que precisei muito disto , desafabar para nao desabar …

    Abraços
    PS. Somos todos parte do mundo , nao importa o lugar , um dia nos acostumamos ou… NÃO… 😉
    Ana.

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