Qual é a real situação da Irlanda?

Galera, encontrei esta matéria no site E-DUBLIN e achei super válido compartilhar.

Nele relatam a situação economica do pais. Vale a pena se manter atualizado dos fatos.

 

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Foto: Avany Franca

Só pode ser maldição!! Se alguém tiver outra explanação para a situação oscilante da Ilha Verde desde 2008, por favor nos avise. Quase cinco anos após a catastrófica queda da economia irlandesa, ela continua meio capenga e semana passada, mais uma vez, os números pontuaram abaixo da linha negativa, com a volta do país para a recessão tecnicamente falando.  No entanto, muito se fala na crise, em recessão, mas ao pé da letra como isso afeta aos estrangeiros que desembarcam por aqui?

Sendo práticos, essa história de recessão nos atinge diretamente em dois aspectos: emprego e custo de vida, poís nos demais pontos, como não  temos acesso aos serviços públicos essenciais nem muito menos temos o direito de aplicar para os cargos públicos, muitas das menções, mudanças e cortes, acabam não fazendo nenhuma diferença para nós, simples intercambistas de passagens pela Ilha Esmeralda.

Emprego

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Foto: Avany Franca

Você deve pensar, bom sendo o emprego um dos principais motivos da escolha pela Irlanda, pela possibilidade de estudar legalmente e se manter durante o ano de estudo, como fazer na falta dele? A realidade é que, a questão emprego está  mais ligada as condições e a sua disponibilidade, que a sua falta na totalidade. Como assim? Olhando as condições do país seis anos atrás, as vagas eram fartas para os intercambistas, conseguia-se trabalhar em três empresas ao mesmo tempo e até trocar quando desse na telha. Os valores por hora variavam entre 10 e 12 euros e existiam mais opções para o imigrante. Atualmente isso mudou muito, arrumar um trabalho não  é tão  rápido como no passado, assim como também, o valor pago por hora dificilmente ultrapassa o minimo 8,65/h. Ou seja, você conseguirá o trabalho, mas terá que receber alguns nãos, e é muito provavel que consiga apenas o salario minimo. Entretanto, vale salientar que o mínimo irlandês ainda é um dos salários mais altos da Europa.

Custo de vida

E óbvio que com um salário melhor e a possibilidade de dois empregos, as contas básicas não parecem tão pesadas. Infelizmente, a realidade da atualidade não é tão atraente assim. Enquanto as empresas só conseguem pagar o mínimo, outras tem aumentado os preços para continuarem com as portas abertas, é claro que essa logística acaba afetando o bolso do pobre intercambista. Tudo aumentou nos últimos anos. Energia, alimentação, as viagens e até a água potável, gratuita por aqui, passará a ser cobrada em 2014. As viagens pela Europa tão desejada pela maioria, eram bem mais acessíveis no passado. Eu, por exemplo, em 2009, fiz 15 viagens durante o ano com passagens de no máximo 40 euros idade e volta. Cheguei a pagar 12 euros para dar “pinta” em Paris. Pois é, não esperem por isso. Até a Ryanair não faz mais promoções tão apetitosas como antes.

Bank of irelandNovas taxas bancárias

Semana passada mais uma surpresa, dessa vez do Banco da Irlanda, o preferido entre os brasileiros. A partir do dia 19 de agosto, um novo sistema de taxas entrará em vigor e adivinha? A nossa continha básica que era aberta sem exigir nadinha do nosso modesto bolso de estudante entrará na roda e passará a ter taxas como todo mortal. Além do valor de 5 euros pagos trimestralmente, não estranhe se começar a ver valores de 0,20 a 0,40 euros aparecerem no seu extrato. A partir de agora alguns desses valores aparecerão na sua rotina bancária a cada transação. Segundo os bancos, as novas taxas passam a existir para manter o bom serviço do mesmo. Se você possui conta no AIB ou qualquer outro banco, fique de olho porque a tendência é que todos os outros adotem a mesma política de taxas.

Outro serviço público que nos afeta diretamente é o sistema de transporte urbano. Nos últimos dois anos a população  tem sofrido com vários aumentos pontuais. Dito tudo isso, vamos a parte que efetivamente interessa a você, intercambista que está considerando desembarcar na Irlanda para aprender inglês. Os números são negativos, a economia infelizmente não faz parte das mais fortes do momento, mas uma coisa a gente não pode deixar de afirmar. A Irlanda continua sendo uma boa opção para o intercambista brasileiro. Grosseiramente falando, analisando as demais opções, burocracias e exigências, o país da Guinness ainda é um dos que mais da oportunidade ao cidadão não europeu no geral.

A Inglaterra, por exemplo, que também está cambalhotando para sair da crise mundial, tem, pouco a pouco, restringido a ida de estudantes . Na linha fina só passa quem tiver propostas de estudos acadêmicos ou pretende investir no país. Estudante de línguas com nível básico/intermediário no país  só podem trabalhar dez horas semanais. Em países como Canadá, um dos mais desejados pela classe estudantil brasileira, não é permitido nem mesmo as dez horinhas de trabalho por semana para estudantes.

Na contramão da economia

Para um simples entendedor, um economia ruim é sinal de oportunidades em baixa certo? Errado. A tal da crise irladesa tem nos revelado surpresas bem promissoras nos últimos anos. Para entrar no grupo de universidades mais conceituadas do mundo, a Irlanda precisou rever seus conceitos e abrir uma campanha de Welcome aos estudantes internacionais, uma vez que os mesmos são essenciais para aumentar o bom status das universidades no mundo. Outra surpresa se deu com as mudanças das regras de imigração. Passado o susto, o aumento da taxa de 1500 para 3000, assim como o aumento de 100% para aquisição do GNIB, os estudantes que estavam aqui por mais de sete anos (tempo máximo permitido a partir de agora), foram surpreendidos com uma generosa oportunidade de permanecer por mais dois anos no país, e mostrando-se ser um cidadão de bom caráter, ainda ter a oportunidade de conseguir a naturalização no país.

Outra surpresa surgiu recentemente. O visto de trabalho que havia sido “proibido” nas entrelinhas, para cidadão não europeus, voltou a ser pauta e, desde o último mês de abril para algumas áreas cruciais, o governo está pedindo pelo amor de Deus que os não europeus apliquem para as vagas que os europeus não conseguem preencher. Outra surpresa se deu com o interesse de empresas irlandesas no mercado brasileiro. Sim, desde que viramos emergentes e um dos públicos mais consumistas do momento, a Irlanda também quer abocanhar uma parcela desses Reai$ que podem transformar-se em euros facilmente. Um acordo firmado  entre os dois países garantirá o acesso de 4mil estudantes brasileiros de nível superior, nos principais institutos tecnológicos do país, e o melhor, com grande possibilidade desses profissionais serem absorvidos pelas empresas estrangeiras que se firmaram por aqui e necessitam de funionários plurais e com domínio em línguas.

Foto: Avany Franca

Foto: Avany Franca

O mercado das línguas

Para quem desembarcou aqui querendo aprender inglês, percebeu com o passar do tempo que o próprio português, assim como o espenhol são ferramentas importantes para o carente mercado multilingual irlandês. Por que os irlandeses são bons em muita coisa, mas quando o assunto tange para línguas, nossos amigos são um tanto limitados, e ai, aquele seu espenhol meia boca pode fazer a diferença na hora da procura de emprego.

Por outro lado, o mercado de escolas de intercâmbios, assim com os serviços que derivam dele ganham cada vez mais espaço em solo verde, principalmente proporcionando oportunidades de negócios para o próprio brasileiros. O número de salões de beleza, restaurantes, grupos de eventos assim como as acomodações estudantis em Dublin são bem mais significantes que há cinco anos. E, o governo parece não se importar com a infiltração dos estrangeiros empresários no país. As próprias escolas de idiomas criaram um mercado paralelo para os estudantes estrangeiros que acabam ocupando cargos de recepção e entretenimento nas unidades escolares.

Esses são apenas alguns exemplos que ilustram que apesar da maldita da recessão ainda é possível acreditar na Irlanda como destino para se aprender inglês. As surpresas que foram aparecendo pelo caminho durante esses quase cinco anos de crise foram mais positivas que negativas para os não europeus. Os 3mil euros orbigatórios para o visto, são na verdade uma forma de proteger os estudantes, que atualmente tem demorado um pouco mais para conseguir emprego. Tentando arrumar a casa, o governo irlandês acabou percebendo que precisa da mão de obra não europeia para tapar as lacunas, e isso não só no mercado se subempregos. Apesar dos fatores econômicos oscilantes, a Irlanda ainda é um dos países europeus com ótima qualidade de vida.

 
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