Irish Literature

Hello galera!!!

Para a alegria dos readers de plantão, ou melhor dizendo, leitores rs’ o post é dedicado a literatura irlandesa que para minha surpresa durante a pesquisa, é muito mais extensa do que imaginava. So, check it!

by camilla

Apesar do seu pequeno tamanho, Irlanda contribuiu com a literatura mundial de maneira excepcional e em todos seus campos. As obras mais conhecidas fora do país estão escritas em inglês, mas também tem muitos trabalhos em irlandês gaélico antigo e moderno, na língua celta, além de uma forte tradição oral de lendas e poesia.

As tradições da língua irlandesa contribuiu para diferenciar a literatura irlandesa em inglês da literatura inglesa de outros países. Os escritores irlandeses herdaram destas tradições o gosto pela natureza, um estilo narrativo que tende ao exagerado ou o absurdo da sátira. Além da interação entre duas línguas deu como resultado um dialeto do inglês, ou hiberno-inglês, que tem uma sintaxe distintiva e uma musicalidade diferente a literatura.

Poesia

A poesia irlandesa tem uma história longa e complexa. A língua irlandesa tem literatura e poesia vernacular tradicional desde o século VI. Porém, desde o século XIV muitos autores irlandeses escreveram suas obras em inglês.

James Joyce

 O irlandês James Joyce, nascido em 1882, é um dos autores mais influentes do século 20. Foi escritor, e poeta, e uma das figuras centrais na criação do que conhecemos hoje como “romance moderno”. Escreveu o romance “Ulisses”, a coletânea de contos “Dublinenses”, além de “Retrato do Artista Quando Jovem” e “Finnegans Wake”.

Colm Tóibín

Nascido em 1955 em Enniscorthy, na Irlanda, Colm Tóibín é crítico literário, jornalista e escritor. Entre suas principais obras estão “História da Noite”, “A Luz do Farol” e “Mães e Filhos”. Foi nomeado ao Booker Prize por “O Mestre”, um retrato ficcional da vida do escritor Henry James.

Edna O’Brien

Edna O’Brien nasceu em 1932, no Condado de Clare, Irlanda. Em 1959, mudou-se para Londres. Começou a carreira como poeta, passando logo à ficção. Frequentemente criticada em seu próprio país –cinco de seus romances foram banidos da Irlanda por retratar a sexualidade da mulher–, a autora conquistou o público internacional: o “San Francisco Chronicle” a descreveu como uma “valiosa herança dos grandes antepassados da literatura irlandesa”. Recebeu vários prêmios literários, entre eles, o Prêmio de Ficção do Writer’s Guild por “Time and Tide”. Escreveu, ainda, para a televisão, cinema e teatro. Entre suas obras no Brasil estão o romance de suspense “Dezembros Selvagens”, “A Luz da Noite” e “James Joyce”, um estudo do autor irlandês.

Samuel Beckett

 Nasceu perto de Dublin, na Irlanda, em 1906 e foi criado por uma família protestante da classe média. Aos 23 anos foi premiado por um poema intitulado “Whoroscope” de 1930, no qual, por meio do filósofo Descartes, contempla a transitoriedade da vida, tema tão recorrente em sua obra. Porém, foi após o estudo sobre Proust que cristalizou seu conceito de tempo, dando forma à sua contemplação da condição humana. Prêmio Nobel de Literatura em 1969, Beckett é um dos fundadores do teatro do absurdo. Morreu em Paris em 1989, aos 83 anos de idade. É autor dos romances “O Inominável”, “Molloy” –considerado por muitos sua obra-prima-  e “Primeiro Amor” – seu primeiro texto em francês. No teatro, expressou seu pessimismo desesperado em peças como “Fim de Partida” e “Esperando Godot”, talvez sua obra mais famosa.

Bernard Shaw

 George Bernard Shaw Um dos maiores dramaturgos da Irlanda, nasceu em 1856 e morreu em 1950. Iniciou sua carreira com crítica literária e musical, mas logo se voltou ao teatro e escreveu mais de 60 peças, a maioria inédita no Brasil. Suas peças lidam de forma bem-humorada com problemas sociais, educação, religião, casamento, governo e a futilidade das classes privilegiadas. Bernard Shaw foi a primeira pessoa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1925, e um Oscar, em 1938. Entre suas peças lançadas no Brasil está “A Profissão da Senhora Warren”, que conta a história de uma mulher rica que dá à sua única filha uma educação elitista, mas a origem obscura da riqueza e ascensão social da família volta para assombrar o clã.
– Seamus Deane Nasceu em 1940, em Derry, no norte da Irlanda. Seu romance de estreia “Lendo no Escuro”, publicado em 1966, foi nomeado para o Booker Prize, venceu o Prêmio de Ficção Internacional do “Irish Times” e o Irish Literature Prize, em 1997. Também atuou como poeta e crítico literário.

Colum McCann

Colum McCann Autor premiado de obras como “O Bailarino” e “O Outro Lado da Luz”, o irlandês Colum McCann teve livros traduzidos para 30 idiomas e foi nomeado, em 2003, “Escritor do Ano” pela revista “Esquire”. Nascido em 1965, também recebeu prêmios como o Pushcart Prize, o Rooney Prize, o Prêmio Hennessy por Literatura Irlandesa, o Irish Independent Hughes e o Prêmio Hughes/Sunday por romance independente de 2003. Também atuou como roteirista e seu curta “Everything in this Country Must” foi nomeado ao Oscar em 2005. Atualmente, o escritor também dá aulas de “creative writing” (“escrita criativa” para futuros escritores de ficção) no Hunter College, em Nova York.

Oscar Wilde

O irlandês Oscar Wilde nasceu em 1854 e morreu no ano de 1900. Foi escritor, poeta e crítico literário. Seus pais eram intelectuais dublinenses e logo cedo o autor mostrou grande inteligência, se tornando fluente em francês e alemão. Aprofundou-se também na leitura de obras clássicas. É lembrado até hoje por seu humor espirituoso e ácido, seu estilo exagerado de se vestir e a controvérsia sobre sua homossexualidade –que chocou a sociedade inglesa e chegou a levar Wilde ao banco dos réus. Entre sua obras mais marcantes estão “O Retrato de Dorian Gray” e a peça “A Importância de Ser Prudente”. Foi também um exímio contista e suas histórias curtas foram publicadas no Brasil em obras como “Oscar Wilde”, e “Oscar Wilde: Obra Completa”.
– Bram Stoker Nasceu em 1847 em Dublin, Irlanda. Fascinado desde cedo pelas lendas de vampiro, escreveu nas horas vagas suas próprias histórias de terror. Stoker também tinha paixão pelo teatro. Tornou-se amigo íntimo do ator Henry Irving e trabalhou para ele como contrarregra em Londres. Escreveu contos e romances, mas se tornou famoso por seu romance de terror baseado no folclore do Leste Europeu que criaria um dos monstros mais famosos do mundo: “Drácula”. Morreu em 1912, em Londres.

Bram Stoker

Abraham “Bram” Stoker foi um escritor irlandês bastante conhecido por ter sido o autor de Drácula, a principal obra no desenvolvimento do mito literário moderno do vampiro. Sempre estudando em Dublin, escreveu seu primeiro ensaio aos 16 anos e, em 1875 recebeu seu mestrado. Conseguiu se tornar crítico de teatro, sem remuneração, no jornal Dublin Eventing Mail.

Ficção

Ainda que as epopéias da Irlanda Celta se escrevessem em prosa e não em verso, a maioria das pessoas consideram que a literatura de ficção propriamente dita começou a existir no século XVIII Com as obras de Jonathan Swift, sobre tudo as viagens de Gulliver e as obras de Oliver Goldsmith, o vicário de Wakefield.

Maria Edgeworth

Novelista e escritora irlandesa nascida na casa de sua avó paterna, em Black Bourton, a 14 milhas de Oxford, em Oxfordshire, que devido seu interesse por ciências, no final do século XVIII, abriu um precedente feminista com novelas como Castle Rackrent (1800), sua obra máxima, baseada na história da divisão de classes da sociedade irlandesa, e que também notabilizou-se por Letters for literary ladies (1795), um alegato a favor da educação das mulheres. Filha do abastado construtor de ferrovias, político e intelectual, Elers Edgeworth, e órfã de mãe ainda criança, foi criada por tias e educada em uma escola de Derby até os 14 anos, em meio a famílias de intelectuais. Depois de Derby, como sempre mostrou talento para a literatura, seu pai a enviou para estudar em Londres. Voltou para casa em Edgeworthstow (1782), onde ajudou na criação de seus irmãos menores e adquiriu íntimo conhecimento da sociedade irlandesa, o que se tornaria muito para seu futuro como escritora e iniciou sua produção literária, criando estórias infantis para contar para seus irmãos e que mais tarde publicaria como o nome de The Parents Assistant (1796). Morou no continente (1802-1817), especificamente Bélgica e França, voltando a seu país após a morte do pai, continuando sua vida de escritora. Morreu solteira, apesar de não faltar pretendentes de prestígio, e consagrada como escritora de renome internacional, vítima de um ataque cardíaco, em Edgeworths. Entre seus trabalhos também destacaram-se Practical Education (1798), Early Lessons (1801), Belinda (1801), Essay on Irish Bulls (1802), Popular Tales (1804), The Modern Griselda (1804), Moral Tales for Young People (1805), Leonore (1806), Tales of Fashionable Life (1809), The Absentee (1812), Patronage(1814), Harrington (1817), Ormond (1817), Comic Dramas (1817), Memoirs (1820), Early Lessons (1822) e Helen (1834).

John Banim

John Banim (03 de abril de 1798 – 30 de agosto de 1842), o romancista irlandês, às vezes chamado de “Scott da Irlanda”, nasceu em Kilkenny. Ele publicou um poema, o Paraíso A Celt, e seu Damon e Pítias foi realizada no Covent Garden em 1821. Em Londres,  apoiou-se escrevendo para revistas e para o palco, um volume de ensaios diversos, foi publicado anonimamente em 1824, chamado Revelações do Dead Alive. Em abril 1825 apareceu a primeira série de Contos da Família O’Hara, que alcançou imediato e decidiu sucesso. Um dos mais poderosos deles, Crohoore do Gancho Bill, foi por Michael Banim.

Charles Kickham

Charles Kickham nasceu em 1828 em Cnoccenagow, que é de dois quilômetros do Mullinahone, Co. Tiperary, na Irlanda. Ele era um patriota, romancista e poeta. Em the1850 ‘s Kickham desenvolveu suas habilidades jornalísticas, escrevendo nos jornais locais e começou a publicar poemas e contos para os quais ele é famoso, trabalha como “Rory of the Hill” e “Sheehan Patrick”.

George Moore

George Moore esteve muito tempo em París e foi um dos primeiros novelistas que plasmou em suas obras escritas em inglês, as técnicas do realismo francês. É um dos precursores do novelista irlandês mais famoso do século XX, James Joyce. Se considera que este autor é o padre do gênero literário “stream of consciousness” (plasmar pensamentos sem ordem cronológica) que se ve claramente refletindo em sua obra Ulises. Joyce também escreveu Finnegans Wake, Dubliners, e a obra semibiográfica A Portrait of the Artist as a Young Man. o estilo modernista de Joyce influenciou fortemente aos autores de gerações seguintes, especialmente a Samuel Beckett, Brian O’Nolan, que publicavam como Flann O’Brien e Myles na gCopaleen, e Aidan Higgins. O’Nolan era bilingüe e sua ficção mostrava claramente as tradições dos nativos, sobre tudo na qualidade imaginária de sua narrativa e no sarcasmo hirente de sua sátira.

Clive Staples Lewis

Um homem com as mão cheias de “pacotes”, não pode receber um presente!

Clive Staples Lewis, mais conhecido como C.S. Lewis (1898 – 1963) foi um autor e escritor irlandês, conhecido por seu trabalho sobre literatura medieval, palestras, e escritos cristãos. Tambem é conhecido pela serie de livros “As crônicas de Nárnia”.
C.S Lewis entrou aos 18 anos no University College, em Oxford, porém seus estudos foram interrompidos pelo serviço militar na Primeira Guerra Mundial, e em 1918, retornou a Oxford. Durante a II Guerra Mundial, C.S. Lewis tinha suas palestras transmitidas pela rádio e por seus escritos, sendo chamado de “apóstolo dos céticos”, especialmente nos Estados Unidos, suas palestrastambém eram tocadas na rádio BBC, de Londres. Vendeu
mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos, os quais foram traduzidos para mais de 30 idiomas, e a serie Crônicas de Nárnia virou um grande filme de Walt Disney.

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