Vou morar na Europa e quero levar meu pet !!!

Quem me conhece sabe que tenho uma shih-tzu de 2 anos e meio, Jollie.

Agora que estou planejando morar fora, sem planos para voltar, gostaria muito de leva-la comigo quando me estabilizar, então pesquisei alguns sites e órgão e apesar da burocracia, há relatos de sucesso, como da blogueira Liana , que mora na Suiça e levou seu pet Juca.

No meu caso, meus pais me proibiram mencionar esta hipótese,  alegam que sou meio desligada e tem medo dela morrer de fome ou de frio,  mas sou uma otima mãe, acreditem!!! hahaha

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Para quem tem esta intenção, vale  a pena ler.

P.D.F. – Como trazer meu cachorro pra Europa?

Postado por

Quando eu estava pra vir pra Suíça, falei aqui que não ia dar pra trazer Juca comigo por causa dos exames e teria que esperar 20 dias e na época eu não tinha 20 dias pra esperar. Acontece que nem eu sabia direito, mas não eram só 20 dias que eu teria que esperar, eram mais 3 meses após o exame de sangue e só então se ele não apresentasse nenhum sintoma, poderia viajar. Complicado viu. Tudo porque na Europa nunca houve um caso de raiva em cães. Anyways, muita gente me pergunta como eu trouxe o Juca recifense pra Suíça, então aqui vou tentar contar em mais detalhes de acordo com a minha experiência como fazer pra trazer seu cão pra morar com você na Europa.
Pesquisei em vários sites e cada um dizia uma coisa. Uns diziam que não existia quarentena e era só chegar lá com a carteira de vacinação em dia, outro dizia que precisava de exames e mais exames e eu fiquei meio sem saber pra onde correr. Fui ao veterinário de Juca em Natal e conversei com ele, pensando que ele já pudesse ter experiência com isso. E ele tinha. Acontece que cada país tem sua regra, então apesar de existir uma regra geral de exames, a entrada do animal no país de destino pode diferir e precisar de mais ou menos documentos que outros países, então vale a pena consultar com detalhes o departamento federal de veterinária do país destino.

Na Suíça, o FVO (Federal Veterinary Office) é o órgão que cuida deste assunto e apesar de ter fuçado vários sites genéricos, a informação que eu precisava estava lá. Informações mais detalhadas só existem lá em alemão, francês e italiano. Em inglês as páginas já são mais resumidas.

Chip

Todo animal que existe por aqui é identificado. Não existe animal de rua, como cão de rua abandonado. Não existe. Aqui todo animal ou é tatuado ou é chipado. A primeiríssima coisa que eu precisei fazer para realizar qualquer exame era ter meu cachorro identificado. Vale salientar que não é todo consultório veterinário que faz a implantação do chip, mas encontrado um bom que faz, é simples. O chip é minúsculo e contém um código de identificação que só aquele animal possui, feito o número do CPF pra gente . O chip é inserido atrás do pescoço do animal e ele não sente nada.

Vacinas em dia
As vacinas anti-rábicas e outras orientadas pelo veterinário devem estar em dia. O processo não segue se faltar uma vacina. O próximo passo que é o exame de sangue só pode acontecer alguns meses após a vacina anti-rábica ter sido aplicada.

Exame sorológico
Implantado o chip, seu cachorro já está identificado. Com as vacinas em dia, o próximo passo é realizar o exame sorológico. Este exame custa 300 e poucos reais e é a prova que seu cachorro está livre da raiva. Fui informada que o exame só pode ser realizado poucos meses após a última vacina contra raiva, pois se tiver sido aplicada imediatamente antes do exame, o exame pode não ser capaz de obter os resultados reais. Além disso, o único instituto que a União Européia autorizou no Brasil a realizar tal exame é o Instituto Pasteur, em São Paulo. Então você tem que ir até São Paulo? Não. O veterinário se encarrega de enviar as amostras, mas você deve pagar os serviços dele. Além do exame, é claro. Essa brincadeira leva tempo, então até o veterinário enviar, o instituto realizar a avaliação, se certificar que está OK, enviar de volta pro veterinário e você estar com o certificado na mão, coloque aí um mês.

3 meses de espera
Estando com o resultado em mãos do exame sorológico provando que seu cachorro está livre da raiva, agora você tem que esperar. Até então, as regras cima valem para qualquer país. Mas não sei ao certo se esta regra vale para todo país. Creio que sim, mas é bom verificar com o centro federal veterinário do país. Aqui na Suíça, depois que o exame de sangue retorna com sucesso, é preciso aguardar 3 meses com o exame na mão. Depois de 3 meses, o cachorro volta ao consultório veterinário, o veterinário examina, e certificando que o animal está bem e saudável, ele emite um certificado de saúde, e aí sim depende do país. Aqui na Suíça, existe um modelo que eu peguei do site, enviei pro veterinário, ele preencheu durante o exame do Juca, assinou, carimbou e era o “GO” dele que Juca estava saudável pra viajar.

Permissão para entrar no país destino
Com o certificado do veterinário, 3 meses depois do exame de sangue, que o cachorro continua saudável e sem raiva, juntei toda a documentação de Juca (cópia da carteira de vacinação – em português mesmo, cópia do exame serológico em inglês e o certificado do veterinário) e enviei por fax com uma carta ao FVO solicitando a permissão da Suíça para aceitar a entrada daquele cão aqui. Tive que anexar uns documentos meus também provando que eu seria a responsável. Entrei em contato com eles por telefone antes e expliquei a situação e confirmei que o procedimento era esse mesmo. Enviei tudo por fax e em poucos dias recebi pelo correio a tão esperada permissão. É um documento que “aceita” a entrada do animal na Suíça. Mas aí você tem que saber qual aeroporto ele vai entrar, colocar o intervalo de dias que ele pode entrar no país, tudo isso tem que constar no documento, então normalmente isso já é feito ou quando já se tem o dia que o animal vai viajar ou quando se tem uma idéia, porque o FVO já “avisa” o aeroporto que naquele período vai chegar um animal assim e assado.

Permissão da Receita Federal no Brasil
Independente se o seu cachorro vai viajar sozinho como carga ou com você, você precisa de um certificado da Receita Federal reconhecendo que aquele animal que antes residia no Brasil vai sair para “morar” em outro país. Tem que levar toda a papelada aí de cima lá e eles emitem este novo documento, normalmente no mesmo dia. A Receita Federal é aquela mesmo do aeroporto. Se o seu cachorro vai viajar sozinho como carga, é preciso contactar o responsável da companhia aérea por este serviço para dar conta da papelada extra com a Receita. A princípio, Juca viajaria só, mas o preço é absurdamente alto. Então quando eu fui ao Brasil e voltei em Janeiro do ano passado, o trouxe comigo. Ele não precisou vir como carga desacompanhada e o procedimento é um pouco menos complicado e mais barato. No entanto, toda essa burocracia ainda é preciso.

Animal na cabine ou no cargo
Cada companhia aérea tem sua regra de peso do animal + bolsa ou caixa onde viaja permitido para viajar com você na cabine, ou se ultrapassar o limite tem que ir como cargo, numa área “especial” lá embaixo do avião. No meu caso, Juca pesa 7 kg. Eu estava viajando de TAP onde o máximo permitido é 7kg. E Juca ainda estava dentro de uma caixa que pesava 3kg. Cheguei ao aeroporto com horas de antecedência e fui conversar com o responsável da TAP que lá na hora me disse que se eu arrumasse uma bolsa menos pesada e menor do que a caixa ele poderia viajar comigo em cima, caso contrário, teria que despachá-lo. Imagina o meu desespero. Onde eu ia arrumar uma bolsa ali? Já era. Não consegui. Juca teve que ser despachado, e eu doidinha sem saber como era essa “área especial” lá das malas onde não era frio e ele não ia chegar morto nem doente na Suíça. Mas graças a Deus deu tudo certo. Nem xixi ele fez na casinha e chegou bem direitinho.

Entrada no país destino
A entrada aqui foi mais tranquila do que eu esperava. Eu estava com toda a papelada que falei acima na mão e Juca na outra mão. Na saída do aeroporto, quando pegamos as malas, me dirigi à área de “bens a declarar” e mostrei lá todos os papéis. Ainda tive que pagar mais uma taxa que nem me lembro mais quanto foi e pronto. Juca tinha legalmente entrado na Suíça.

Passaporte do animal
Já aqui na Suíça, precisei levar Juca ao veterinário para atualizar algumas vacinas, tirar o cartão de vacina suíço e emitir o passaporte dele. Sim, animal pra viajar de um país para outro aqui na Europa precisa de passaporte. De novo, levei toda a documentação dele e pronto, muito mais fácil do que passaporte de gente! Lá, constam todas as vacinas e os dados dele.

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